Os movimentos sociais no mundo

 

Nos últimos dez anos o mundo é surpreendido por uma nova e intensa vaga de movimentos sociais que mostram vitalidade a energia criadora dos povos na procura de soluções para os seus problemas.

Os últimos anos do século vinte haviam assistido aos intensos movimentos pacifistas, contra a guerra do Vietname e contra a ameaça nuclear, na América do Norte e na Europa; assistiram à emergência dos movimentos pela democratização da América do Sul e foram uma força determinante no fim de inúmeros regimes ditatoriais. Foram os movimentos sociais que consolidaram os direitos sociais: os direitos da mulher, do negro e das minorias, foram reconhecidos depois de uma intensa organização de demonstrações e campanhas de sensibilização da opinião pública. Assistimos à emergência dos movimentos ambientalistas que acentuam a consciência dum destino comum num planeta em acentuada crise ambiental energética.

A década de noventa começou com o surpreendente colapso do mundo comunista do leste europeu. Iniciado com um intenso movimento social pela reunificação na antiga Alemanha de Leste, os movimentos sociais rapidamente alastraram pela Ásia e médio oriente. Ao mesmo tempo a China comunista iniciava o seu movimento para “um país dois sistemas”.

São movimentos sociais contraditórios, Por exemplo, na Europa velhos conflitos nacionalistas são resolvidos, ao mesmo tempo que outros, como o casos dos Balcãs evidencia reacendem-se fazendo lembrar que a guerra é um fenómeno que a qualquer momento pode eclodir.

O mundo transforma-se num imenso mercado global, regulado por agências financeiras e por intensas trocas comerciais. Um mundo que persiste em ser desigual, onde a fome continua a afetar milhões de seres humanos, onde os benefícios dos avanços da ciência tardam ser acessíveis á maioria dos habitantes dos diferentes países. Um mundo ainda imperfeito que a tradição dos movimentos sócias continuava a procurar, através da ação coletiva, transformar em ação política emancipatória.